O Homem
Envolto em velhos panos rasgados, o homem de pele negra e olhos brancos como o azul do céu, se esvaia em choro.
Seu pranto de dor podia ser escutado há uma distância de duas vidas.
(distância de distância saudosa; parecida com aquela de pessoas que vão pra nunca mais voltar).
Seu largo sorriso amarelo dava lugar à enxurrada de gotas vermelhas que caíam de seus olhos.
Sua boca balbuciava um leve gemido de angústia e dor.
Foi assim, findando a vida ao amanhecer.
Nascia o sol
Morria a lua
Escrito por Rafael Ferro às 17h39
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