Um Punhado de Merda Mole - O Blog do Ferro
   Amanhaceu

 

Raio de luz pela janela

Calor matinal

Em nuca suada

 

O corpo colado no corpo

 

Cansaço explícito e físico

Cheiro de noite intensa

Uma manhã desnecessária pra raiar

 

O corpo colado no corpo

 

O respirar ainda sôfrego

O peito acelerado em batidas

O largo sorriso gozoso vivido

 

O corpo colado no corpo

 

A radiola na cabeceira da cama,

Cantando um velho blues sobre o amor

E a cabeça repousada no peito

 

O corpo colado no corpo

 

P.e.g.a.a.m.a.b.e.i.j.a.s.e.n.t.e.c.h.o.r.a.g.e.m.e.g.o.z.a.

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Escrito por Rafael Ferro às 15h42
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   Mais uma...

 

A crueldade com gosto amargo de fel.

Indecisão a beira de um ataque de nervos.

Reencontro perdido na hora marcada.

Ausência de frio e calor.

 

I.nex.pres.si.vi.da.de.

 

Teve a leve sensação de que as pontas de seus dedos vermelhavam e endureciam

como os lábios que já escuros despontavam em sangue pisado.

 

(A queda da babilônia expelida pela narina esquerda).

 

A rouquidão em voz gritava e pedia assim:

 

‘Apenas as cicatrizes... Sim, arranque apenas essa mancha roxa em meu braço’.

 

Mais uma:

Foi recebida ao grande ciclo do caos,

(Mais uma) a grande roda gigante de nhec nhec de horrores.

 

‘Seja bem vinda à vida’. (Ao que chamamos de gozo extraído pelo sexo (dês) virginal).

 

E repetia:

‘Por favor, eu já disse, apenas as cicatrizes’.

 

À meia noite do dia 04 de um mês qualquer,

Teve o pulmão direito perfurado por quinze tiros de escopeta,

Suas mãos foram arrancadas para que nunca mais fossem beijadas,

Em seus olhos cravaram-lhe duas pétalas de flor.

 

Seu coração?

 

Não sei!

 

Nunca mais tive notícias.



Escrito por Rafael Ferro às 10h53
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   Os três mosqueteiros

 

O sorriso mais belo estampando na camisa listrada.

O cachecol enrolado no peito que dispara largos sorrisos.

O pé de meia branca mais vivo que todas as cores quentes juntas.

 

P.S.: A vida só têm me dado presentes!

 

[vida longa e plena pra sempre]



Escrito por Rafael Ferro às 11h57
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Porque existe a distância?

 



Escrito por Rafael Ferro às 11h40
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   O Botão de Flor (Surgiu Assim...)

 

Surgiu assim:

 

Quando era noite,

Quando a lua ainda remetia seu ar de supremacia,

Quando apenas imperava o olhar.

 

Surgiu assim:

 

Repentinamente,

Na brevidade da vida,

No momento mais oportuno.

 

Surgiu assim:

 

Com um largo sorriso tímido,

Com uma voz doce e macia,

No ápice do viver.

 

Hoje brotou em minha janela, um pequeno botão de flor.

 

Surgiu assim.

 

Assim.



Escrito por Rafael Ferro às 11h44
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