Um Punhado de Merda Mole - O Blog do Ferro
   CRISTÃO

 

Amor é a mordida de um cachorro pitbull que levou a coxa da laurinha e a bochecha do Felipe. Amor que não larga, na raça. Amor que pesa uma tonelada. Amor que deixa, como todo grande amor, a sua marca.

Amor é o tiro que deram no peito do filho da dona Madalena. E o peito do menino ficou parecendo uma flor. Até a polícia chegar e levar tudo embora. Demorou. Amor que mata. Amor que não tem pena.

Amor é você esconder a arma em um buquê de rosas. E oferecer ao primeiro que aparecer. De carro importado. De vidro fume. Nada de beijo. Amor é dar um tiro no ente querido se ele tentar correr.

Amor é o bife acebolado que minha mulher fez pra aquele pentelho comer. Filhinho de papai, lá no cativeiro. Por mim, ele morria seco. Mas sabe com é. Coração de mãe não gosta de ver ninguém sofrer.

Amor é o que passa na televisão. Bomba no Iraque. Discussão de reconstrução. Pois é. Só o amor constrói. Edifícios. Condomínios fechados. E bancos. O amor invade. O amor é também o nosso plano de ocupação.

Amor que liberta, meu irmão. Amor que desce o morro. Amor que toma a praça. Amor que, de repente, nos assalta. Sem explicação. Amor salvador.

Cristo mesmo que nos ensinou.

Se não houver sangue, meu filho, não é amor.

 

[Marcelino Freire]



Escrito por Rafael Ferro às 11h56
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Garoa

 

 

Brilho na noite

Teu olhar conta gotas em meu corpo

 

Inundo a rua

 

(Wael)



Escrito por Rafael Ferro às 13h44
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   Lembranças...

Em 27 de fevereiro de 2007 eu 'diria' isso abaixo:
 
----- Original Message -----
From: comercial@...
To: ...
Sent: Wednesday, February 27, 2007 10:50 AM
Subject: Ontem!
 
ontem depois de falar com você, comecei a rabiscar algumas coisas,
em um velho caderno colorido,
e descobri quão grande é o que eu sinto por você.
 
não consigo conceber a idéia de estarmos longe.
o porque que tem que ser assim: você aí, eu aqui.
 
não quero nunca mais voltar aquelas nóias.
não quero respostas. não.
não quero compaixão. não quero culpa, nem culpado.
não quero ilusão, nem de ótica.
não quero ser compreendido.
não quero nada. nem quero o mundo.
não quero as pessoas. não.
só quero uma coisa!
 
você
é a distância mais próxima que já senti.
 
eu diria trinta e oito mil, quatrocentos e cinquenta e quatro vezes que te amo.
vinte dois mil, oitocentos e quatro beijos te daria em uma noite.
te levaria para a lua por incontáveis manhãs.
faria o sol brilhar a cada dia de chuva, por pura insistência para te agradar.
me certificaria que apenas uma vida seria impossivel pra te amar.
 
foi isso que escrevi, ontem, quando já era noitinha no meu velho caderno colorido.
 
hoje, desbotado.
 
um beijo.
r.


Escrito por Rafael Ferro às 16h44
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