Vaso de palha ou as flores secas de um altar

Ontem coloquei flores no altar. Pra florear mais a vida santificada do homem de barro. Que vê, que ouve, que sente, ali, parado, estático. Eram rosas secas com cores de tempo. Tempo passado talvez ali, somente ali, No iluminado e agora floreado altar de mim. Mão e mão, altar. Eu e eu, o vaso.
‘Quando nada acontece, há um milagre que não estamos vendo’. (João Guimarães Rosa, Primeiras Estórias).
Escrito por Rafael Ferro às 12h34
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